Dinheiro no exterior

Como levar dinheiro para a viagem/intercâmbio?

on
1 de julho de 2018

 

Levar dinheiro na moeda local é um dos itens que você precisa se preocupar quando pensar em viajar pra fora do país. O problema é que quanto mais você pesquisa, mais confuso fica. Como acompanhar a variação do câmbio?  Por que não posso me basear pelo câmbio do jornal? E o tal IOF, tem que pagar mesmo? Dinheiro em espécie ou travel card? Como faz?

Calma que a gente descomplica! Vamos começar com os termos, primeiro vamos entender a diferença entre dólar comercial e dólar turismo:

Dólar comercial: como o nome já diz, faz referências às transações comerciais e é utilizada para grandes transações comerciais, como importação e exportação das empresas brasileiras e também é a cotação considerada nas ações do governo no exterior. Normalmente é mais baixo que o dólar turismo e não serve quando vamos viajar para o exterior.

Dólar turismo: Esse sim, nos é útil. Toda compra de passagem, moeda estrangeira, hotéis e curso no exterior é baseado no câmbio turismo. Se você pesquisar o câmbio turismo, vai ver que existe uma variação. O que acontece é que o Banco Central estabelece um mínimo e um máximo que pode ser praticado legalmente pelas empresas que operam o câmbio turismo.

Portanto, quando aparecer no jornal que o dólar fechou em valor X, saiba que o valor que você irá pagar, será X + Y% e esse por cento tem a ver com custos logísticos e operacionais que a transação da moeda exige para chegar até o cliente ou destino. Essa diferença tem a ver com os serviços de transporte e segurança da moeda estrangeira até o estabelecimento, manutenção em cofres, a manutenção da loja ou serviço digital. Por esse motivo costuma ser um pouco mais alta. Agora vamos entender o tal imposto:

IOF – Imposto sobre Operações Financeiras: Esse bendito imposto é o que a gente paga além da cotação do dólar turismo(é claro que o governo não ia facilitar nossa vida). o IOF pode ser de 1,1% (para compra em espécie) ou 6,38% (para compra com cartão de crédito, débito e pré-pago).

Sendo assim, qual a melhor forma de levar dinheiro para o exterior?

Eu sempre faço uma conta de 20% em espécie e 80% em cartão de débito pré-pago? Por exemplo, se vou levar U$1.000, levo U$200 em cash e U$800 no cartão de débito.

Explico.

Levar dinheiro em cash/trocado é bom, mas sempre há o risco de perder e se você perdeu seu cash, cabou-se, não tem pra quem chorar. Se perder o cartão, resolvido. É dinheiro eletrônico, o cartão é bloqueado e você recebe um novo(confira sempre como é esse procedimento na casa de câmbio e pergunte se você pode levar um extra).

E o cartão de crédito?

NUNCA, NEVER, EM HIPÓTESE ALGUMA considere o cartão de crédito como sua única fonte de uso de dinheiro no exterior. A menos, é claro, que você não esteja preocupado em economizar. Quando você compra com o seu cartão de crédito, o câmbio utilizado será o do dia que fecha sua fatura, ou seja, você NUNCA sabe realmente quanto está gastando no momento da compra. Além disso, se você compra num país que a moeda seja em euro, por exemplo, no dia do fechamento da fatura, o valor será convertido em dólar americano e depois em real. Ou seja, lascou-se x 2.

Você pode ainda, verificar com o seu banco a possibilidade de um cartão de débito. Aí sim, o câmbio será do dia da compra ou do saque, porém também tem a preocupação de quanto será exatamente o valor que você está pagando(afinal, quem durante a viagem quer ficar fazendo conta de x + y% de IOF ? Ainda mais se você for de humanas, rs!)

Há ainda outras formas de enviar dinheiro para o exterior, mas as formas acima são as mais comuns e que eu já usei. Na minha opinião, a melhor forma de levar é nesse esquema de 20% em espécie e 80% em cartão de débito pré-pago. Você pode conseguir logo o cartão e ficar de olho no câmbio. Quando ele baixar, você abastece o seu cartão pré-pago e fica livre de qualquer variação futura.

Se você tiver alguma dúvida ou sugestão, me escreve! 🙂

Beijo,

Vanessa

TAGS

LEAVE A COMMENT

Vanessa Aguiar
Fortaleza, CE - Brasil

Expert em intercâmbio e educação internacional há quase 10 anos. Trabalho com intercâmbio, já fiz intercâmbio e já vi, vivenciei e acompanhei várias histórias e situações que podem ou não te ajudar na sua jornada. Este não é mais um diário de intercâmbio, e sim um espaço para se discutir, aprender e descobrir tudo sobre a melhor experiência da sua vida.

Busque aqui:
Arquivo
Não viaje sem seguro!
No Facebook
Na Rede!