O DESAFIO
Um apartamento de 120m² na Lapa carregava uma planta compartimentada, resultado de décadas de uso sem revisão espacial — quartos isolados, sala comprimida, uma cozinha fechada que negava qualquer relação com o convívio. A família queria amplitude sem abrir mão de privacidade, e o lote já estava dado: o desafio era inteiramente interior.
O PROCESSO
O partido partiu da demolição seletiva de divisórias que não tinham função estrutural, liberando uma sequência contínua entre cozinha, sala de jantar e estar. A marcenaria em freijó natural funcionou como elemento ordenador — definindo zonas sem recorrer a paredes, modulando a passagem da luz ao longo do dia. O piso de cimento queimado em tom médio unificou o percurso social e neutralizou a fragmentação anterior.
O RESULTADO
O apartamento ganhou uma lógica de fluxo que antes não existia: entrar, atravessar, chegar. A cozinha aberta tornou-se o centro gravitacional da casa, sem perder rigor. Nos quartos, revestimentos mais densos e iluminação indireta reconstituíram a escala íntima — cada ambiente cumpre seu papel sem exibicionismo.
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"A Vanessa entendeu exatamente o que a gente precisava sem que a gente soubesse descrever. Hoje a casa tem uma lógica que a gente sente, mas que não consegue explicar."
Fernanda— Proprietária, São Paulo, SP

