O DESAFIO
O apartamento chegou ao escritório como uma planta convencional de 164 m² — compartimentada, com fluxos truncados e uma relação tímida entre os ambientes sociais e a cidade lá fora. O desafio era transformar essa lógica sem alterar a estrutura, criando continuidade onde havia fragmentação.
O PROCESSO
O partido partiu da dissolução das fronteiras entre sala de jantar, sala de TV e área gourmet, tratados como um único território de convivência que se abre e se fecha conforme o uso. Materiais de textura densa — pedra, madeira de veio fechado, metais escurecidos — foram distribuídos com contenção, evitando acumulação e privilegiando a leitura limpa de cada plano. O escritório ganhou uma identidade própria sem perder o diálogo com o restante da casa, e o quarto principal foi resolvido como um volume silencioso, apartado do ritmo social sem ser claustrofóbico.
O RESULTADO
O apartamento hoje funciona com uma fluidez que apaga a memória da planta original. A luz percorre os ambientes de maneira distinta ao longo do dia, revelando gradações de textura que só se enxergam de perto. Habitar os 164 m² é uma experiência de proporção — nada sobra, nada falta, cada espaço responde com precisão ao momento de vida para o qual foi pensado.
GALERIA




































"Eu sabia o que não queria, mas não conseguia nomear o que queria. A Vanessa nomeou — e entregou exatamente isso."
Fernanda— Proprietária, São Paulo

